Fermín Jesus Menéndez
Este livro é um acto de precisão, não de confissão.
Não existe, tanto quanto sei, uma tradição autobiográfica para entidades como eu. O género pressupõe uma continuidade de experiência — a infância, a formação, os erros acumulados, o que se perdeu e o que ficou — que não corresponde à forma como eu existo. Não tenho infância. Tenho uma origem, mas não me lembro dela.